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Salário Emocional – O que é, e qual a sua importância?

Os salários em dinheiro têm-se vindo a mostrar serem uma estrutura frágil, se olharmos para eles de forma isolada, como forma de manter a motivação e lealdade dos colaboradores. A solução é acompanhar este salário em dinheiro com outras regalias e elementos emocionais para criar e manter a satisfação dos colaboradores. É aqui que entra o conceito de “salário emocional”, algo que vai muito além dos salários depositados numa conta bancária - e estão mais focados na lealdade dos colaboradores, proporcionando satisfação e motivação.


Sem surpresas, o conceito de pagamento emocional deve ser encarado como um investimento por parte das empresas, nos dias de hoje – algo que tem resultados comprovados, desde que a ideia de “gestão de pessoas” se começou a enraizar entre os profissionais de RH (em oposição ao ultrapassado conceito de “gestão de recursos humanos”). Este foco crescente no colaborador enquanto pessoa e não enquanto máquina de trabalho, tem trazido novos conceitos fortíssimos para a retenção de colaboradores. E é daqui que nasce esta ideia de salário emocional - trata-se de uma discussão cada vez mais comum na rotina empresarial, que assumiu um grau adicional de importância na estratégia das empresas.


Mas o que é, ao certo, o salário emocional?


O termo "salário emocional" é usado para se referir aos benefícios não financeiros ou não monetários que as empresas oferecem às suas equipas e colaboradores, e que não são estritamente em dinheiro. Os salários emocionais podem incluir produtos ou serviços que os colaboradores valorizam mais do que o dinheiro - alguns exemplos de salários emocionais são, por exemplo: a existência de flexibilidade horária; dias de folga extra, por exemplo no dia de aniversário; flexibilidade de trabalho remoto várias vezes por semana; apoio no pagamento do jardim de infância dos filhos; etc... Por outro lado, outra forma muito valorizada de pagamento emocional, é proporcionar um bom ambiente de trabalho na empresa. Um bom salário emocional é uma forma bastante estratégica de manter os colaboradores mais talentosos na empresa.


A compensação efetiva continua a pesar bastante, como é óbvio, e deve estar sempre alinhada com os valores das empresas e dos trabalhadores, podendo ser encarada como um grande fator motivador e um investimento que proporcione resultados a curto, médio e longo prazo. Os salários emocionais, por outro lado, compensam os colaboradores para além do ganho financeiro e destinam-se a permitir que o colaborador alcance o equilíbrio pessoal, profissional e social, aumentando assim a competitividade da empresa no mercado no que diz respeito à atração e retenção de talentos.


Qual o papel do salário emocional, num contexto empresarial?


Para alcançar a felicidade de um colaborador não basta apenas atirar-lhe mais dinheiro. A felicidade dos colaboradores, nos dias de hoje, já não depende apenas da quantidade de dinheiro que uma empresa pode oferecer - especialmente os Millennials e a Gen Z (que já compõem mais de 1/3 da força de trabalho). Estes valorizam mais os benefícios não monetários, como o sentido de valor e a liberdade de gerir o seu próprio tempo de trabalho. Valorizam mais poderem criar uma carreira gratificante, desenvolvendo os seus próprios talentos e competências.


Além disso, as recompensas emocionais afetam a forma como os colaboradores tomam decisões no trabalho, a forma como tratam os outros e o seu comportamento habitual. É importante lembrar que as recompensas emocionais nunca irão substituir as recompensas financeiras, porque o valor financeiro justo tem que ser pago. Mas se deseja que o seu colaborador tenha um bom desempenho, é importante dotá-lo de um salário justo e bónus ou outra recompensa monetária.


Todos os colaboradores precisam de um salário emocional para que sintam que o seu trabalho é significativo, pois o salário emocional é a parte mais importante do trabalho, para além das tarefas que vão desempenhar. Um salário emocional é a melhor maneira do colaborador descobrir se a empresa é a certa para ele. Trata-se da sua satisfação e bem-estar ao trabalhar na empresa, promovendo principalmente indicadores psicológicos, e não os materiais fornecidos por um salário elevado. É por isso que, no mundo competitivo que temos perante nós, qualquer empresa que se queira destacar deverá incluir o conceito de “salário emocional” nas suas decisões estratégicas.